Uma adolescente de 17 anos tornou público, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, um relato de anos de violência sexual, física e psicológica que, segundo ela, teriam ocorrido dentro da própria casa. A jovem afirma que o pai, identificado como Erick Jason, seria o autor dos abusos. Ela também cita a mãe, Damiana Vasconcelos Vale, alegando que ela teria permitido a continuidade das agressões. As denúncias, que ganharam ampla repercussão, já estão sendo investigadas pelas autoridades.
Segundo o depoimento da adolescente, os abusos começaram quando ela ainda era criança. Ela relata que, ao tentar buscar apoio e contar à mãe o que sofria, recebeu a orientação de manter silêncio. A jovem afirma que a mãe teria feito um acordo com o marido para preservar o casamento, desde que ele não se envolvesse com outra mulher fora da relação, permitindo, assim, que as agressões continuassem.
O relato também descreve episódios de violência física grave. Em um deles, a adolescente diz que o pai teria golpeado sua cabeça, causando um ferimento profundo. Para evitar que ela fosse levada a um hospital, o próprio agressor teria tratado o machucado em casa. A jovem afirma ainda que vivia sob ameaças constantes e que era impedida de procurar ajuda.
Outra acusação apresentada pela adolescente é a de que teria sido forçada a manter relações com o próprio irmão, ampliando o ciclo de violência, humilhação e sofrimento psicológico dentro do ambiente familiar.
Aos 17 anos, após anos convivendo com agressões e alegando não ter recebido apoio, especialmente da mãe, que, segundo ela, teria se omitido, a jovem decidiu romper o silêncio e tornar público o que vinha enfrentando. O caso evidencia um contexto de violações graves em um ambiente que deveria oferecer proteção.
As denúncias envolvem possíveis crimes como estupro de vulnerável, tortura, violência sexual, maus-tratos e coerção, que agora estão sendo analisados pela Polícia Civil e pelos órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
O Conselho Tutelar foi acionado imediatamente após a divulgação do vídeo. A prioridade, segundo autoridades envolvidas, é garantir a segurança física e emocional da jovem. A Polícia Civil deve ouvir a vítima, familiares e outras testemunhas para apurar a veracidade dos fatos relatados.
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