Nos últimos dias, Michelle Bolsonaro passou a assumir um protagonismo mais claro dentro do PL e isso gerou um forte atrito com três dos filhos de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
Correio Braziliense 1news · 2No centro da crise está a atuação de Michelle como presidente do braço feminino do partido, o “PL Mulher”. Desde que assumiu o cargo, em março de 2023, ela percorreu o país em eventos da sigla e teria atraído 51 mil novas filiadas um crescimento de 15% para o segmento. O estopim da disputa mais recente foi um evento no Ceará, onde Michelle criticou abertamente a intenção do PL de se aliar a Ciro Gomes para disputar o governo estadual acusando dirigentes do partido de trair os valores conservadores defendidos por ela e manifestou apoio à pré-candidatura de outro nome.
Essa postura provocou reação imediata dos filhos: eles classificaram a conduta da mãe/madrasta de “autoritária” e “desrespeitosa” com as articulações conduzidas anteriormente com aval do pai.
No dia seguinte, Michelle usou suas redes sociais para afirmar que age “sempre em concordância e validada” por Jair Bolsonaro, e que mantém sua agenda mesmo com divergências internas, alegando que representa um movimento feminino conservador e autônomo dentro do PL.
O episódio reacende uma tensão antiga: desde antes da eleição de 2022 havia desgaste entre Michelle e seus enteados, especialmente Carlos, com trocas de farpas públicas.
Analistas veem esse momento como crucial para redimensionar o protagonismo de Michelle na direita brasileira e apontam que a disputa interna entre “ala Bolsonaro” pode reconfigurar quem vai liderar o clã politicamente e definir candidaturas para 20





