A potiguar Juliana Soares, vítima de uma agressão brutal em Natal, onde recebeu 61 socos do então namorado, voltou a ser alvo de ataques virtuais.
A violência digital começou após ela comentar em um portal de notícias de Manaus sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos comentários da publicação, o advogado Paulo Vitor, de Manaus, reagiu de forma ofensiva e insinuou que o agressor de Juliana “precisaria fazer aulas com o goleiro Bruno”, em referência ao ex-jogador condenado pelo feminicídio de Eliza Samúdio.
A declaração foi fortemente criticada e vista como um ato de incitação à violência, além de caracterizar revitimização, prática que agrava ainda mais o sofrimento de mulheres vítimas de agressão.
Além do advogado, outros internautas também atacaram Juliana, depreciando sua opinião e fazendo insinuações desrespeitosas. Organizações que acompanham casos de violência contra mulheres emitiram alertas sobre a gravidade dos discursos de ódio e o ambiente hostil enfrentado por vítimas que decidem falar publicamente.
O episódio reacendeu o debate nacional sobre violência digital, revitimização e discursos de ódio direcionados a mulheres que se posicionam nas redes.Até o momento, não há informações sobre eventuais medidas legais que Juliana possa adotar contra os autores dos ataques.






