Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:01:45

Ex-presidente pede pauta do PL da Anistia; filho afirma que Bolsonaro sofre com soluços e desgaste emocional

Foto: Evaristo Sa / AFP

Após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta terça-feira (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o pai solicitou que fosse pedido aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pautassem o PL da Anistia, projeto que beneficia os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“Ele pediu que a gente conversasse com Hugo Motta e Alcolumbre, que nós pedíssemos a eles a colocação em pauta do PL da Anistia. É um pedido direto dele aos presidentes”, disse Flávio. Segundo o senador, Bolsonaro segue “indignado e inconformado” com a prisão preventiva ocorrida no último sábado (22), após violar a tornozeleira eletrônica que utilizava.

Mobilização pelo PL da Anistia

Na noite de segunda-feira (24), Flávio já havia anunciado que o PL (Partido Liberal) fará uma mobilização para que o projeto de lei seja votado. No momento, o texto está travado, aguardando a finalização do relator, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que rebatizou a proposta de “PL da Dosimetria”. A pauta ainda não está em vias de votação; o relator solicitou a Hugo Motta que coloque o texto em plenário nesta semana.

“Nós estamos defendendo a anistia. Paulinho da Força vai vir com uma dosimetria que a gente não sabe qual é. Quando ele apresentar, a gente vai utilizar as emendas e tentar construir um texto que nos atenda em relação à anistia e não à dosimetria”, explicou Flávio.

Estado de saúde e indignação

O senador relatou que o ex-presidente apresentou uma nova crise de soluços na madrugada desta terça-feira, o que tem preocupado a família. “Ele acaba broncoaspirando um pouco de líquido do estômago, é uma coisa grave, pode ser letal. O que estão fazendo com ele é desumano”, afirmou Flávio.

Bolsonaro, segundo o filho, segue tentando se defender publicamente e questiona os motivos de sua prisão. “Ele continua muito indignado, inconformado. Se pergunta o que está fazendo aqui, que o governo fez uma transição tranquila. Ele se defende dizendo que não trabalhou para que houvesse qualquer contexto que pudesse motivar atos irresponsáveis”, completou o senador.

O ex-presidente foi preso preventivamente após violar a tornozeleira eletrônica que usava. Durante audiência de custódia, admitiu ter tido uma “certa paranoia” entre sexta-feira (21) e sábado (22).

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