O líder do partido Chega e candidato à presidência de Portugal em 2026, André Ventura, voltou a repercutir nas redes sociais após viralizar novamente um vídeo em que ele chama o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva de “bandido”. A declaração foi feita originalmente durante a 5ª Convenção Nacional do Chega, realizada entre 27 e 29 de janeiro de 2023, mas passou a circular como se fosse recente, reacendendo debates e críticas.
Discurso de 2023 ganha nova projeção em 2025
No vídeo que voltou a viralizar em novembro de 2025, Ventura afirma durante o discurso que “não tem medo” de manter a acusação contra Lula em território português. O trecho foi recuperado e compartilhado por apoiadores e opositores, que passaram a apresentar o conteúdo como uma fala atual, justamente no momento em que Ventura tenta ampliar sua visibilidade como candidato nas eleições presidenciais marcadas para janeiro de 2026.
Histórico de confrontos políticos
A postura confrontacional não é nova no repertório do líder do Chega. Em janeiro de 2023, poucos dias após a posse de Lula, Ventura já havia protagonizado uma discussão no Parlamento português ao insistir em chamá-lo de “bandido”, episódio que gerou reação do presidente da Assembleia da República.
Além disso, em março de 2024, Ventura declarou que, se seu partido chegasse ao governo, impediria Lula de entrar em Portugal, afirmação que gerou repercussão internacional e debates diplomáticos.
Relações e tensões entre Brasil e Portugal
Embora as declarações de Ventura circulem amplamente, elas não refletem a posição oficial do governo português. Ainda assim, o tom hostil já provocou desconfortos diplomáticos em diversos momentos desde 2023, especialmente quando coincide com agendas bilaterais entre os dois países.
Estratégia eleitoral marcada por polarização
A nova viralização do vídeo ocorre no momento em que Ventura intensifica sua campanha para as eleições presidenciais de 2026. O episódio reforça sua estratégia de apostar em declarações fortes, confrontos diretos e discursos contra a esquerda, elementos que constituem a base do seu posicionamento político e mobilizam seu eleitorado.
Com a circulação renovada do vídeo em 2025, a discussão sobre os limites do discurso político, o impacto da retórica extremista e as possíveis consequências diplomáticas volta ao centro do debate público tanto em Portugal quanto no Brasil.
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