A Justiça Federal determinou que o médico Lucas Silva Ferreira Mattos apague, imediatamente, todas as postagens em que afirmava que a mamografia causava câncer de mama e defendia supostos “tratamentos alternativos” para a doença.
A decisão é da 6ª Vara Federal de Belo Horizonte e também proíbe o médico de publicar novos conteúdos sobre o tema até que o processo seja avaliado completamente.Segundo a ação movida pela Advocacia-Geral da União (AGU), os vídeos do médico que viralizaram nas redes sociais, não têm qualquer base científica e colocam a saúde de mulheres em risco ao desencorajar um exame essencial para o diagnóstico precoce do câncer de mama.
O juiz responsável destacou que a liberdade de expressão não dá direito de espalhar informações falsas, especialmente quando isso pode levar pessoas a abandonar cuidados médicos importantes. Por isso, determinou urgência na intimação.
Além da retirada das publicações, a União pede que Lucas Mattos pague R$ 300 mil de indenização por dano moral coletivo, mas esse pedido ainda será analisado em outra fase do processo.
Relembre o casoLucas Mattos, que tem registro médico em Minas Gerais e São Paulo, acumula mais de 1 milhão de seguidores. Durante o Outubro Rosa, ele divulgou vídeos dizendo que “uma mamografia gera radiação equivalente a 200 raios-X” e que isso poderia aumentar os casos de câncer.
As falas foram desmentidas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e motivaram a abertura de investigações pelos conselhos de medicina.
Outro caso semelhante envolve a médica Lana Almeida, do Pará, que viralizou ao afirmar que “câncer de mama não existe”. Assim como no caso de Lucas Mattos, especialistas alertam que esse tipo de conteúdo coloca vidas em risco ao atrasar diagnósticos e confundir pacientes.





