A pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo Partido Liberal (PL), professora Maria do Carmo, criticou nesta quarta-feira (5) o que chama de uso político da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Em publicações nas redes sociais, ela questionou o fato de o tema ganhar destaque apenas em períodos eleitorais.
“A velha política só aparece nessa estrada, se é que a gente ainda pode chamar de estrada, em época de eleição. Vem, faz videozinho, posa na lama, tenta lacrar nas redes sociais. Como se isso resolvesse alguma coisa”, afirmou.
Com mais de 30 anos de experiência na iniciativa privada, Maria do Carmo afirmou que falta “coragem e compromisso” dos atuais representantes do Estado. Segundo ela, é preciso uma atuação efetiva em defesa da população amazonense.
“Falta quem lute de verdade pelo Amazonas. Não só quem use o sofrimento do nosso povo para fazer discurso bonito”, declarou.
A pré-candidata destacou a importância estratégica da BR-319, única ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país. A rodovia, com 885 quilômetros de extensão, é considerada fundamental para o transporte de alimentos, mercadorias e o deslocamento da população.
“O Amazonas é o maior Estado do Brasil. Temos o maior rio, a maior floresta e um povo que carrega o coração da nossa nação. Mas parece que o Brasil esqueceu da gente”, disse.
Atualmente, 406 quilômetros da estrada, o chamado trecho do meio, continuam sem pavimentação. Em 2022, o Ibama concedeu licença prévia para o asfaltamento, mas a autorização foi suspensa por decisão judicial em julho deste ano. O tema também voltou a ser discutido após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar uma emenda que previa medidas favoráveis à obra na Lei de Licenciamento Ambiental.
Maria do Carmo afirmou que, caso eleita, pretende “assumir a responsabilidade” de concluir a BR-319.
“Vamos tornar a BR-319 uma estrada completa e segura, do jeito que nosso povo e a nossa economia precisam e merecem. Não tenho medo de desafios. Onde muitos acham que é impossível, para mim é uma questão de determinação e capacidade”, concluiu.






