Manaus | 4 de agosto de 2026 | 00:45:13

Servidora do PL é expulsa após áudios com pedido de “cashback” e ofensas a projeto de hospital veterinário em SP

foto reprodução das redes

O diretório municipal do Partido Liberal (PL) em Rio Claro, interior de São Paulo, anunciou nesta segunda-feira (3/11) a expulsão da servidora municipal licenciada Amanda Servidoni. A decisão ocorreu após a revelação de uma série de áudios com indícios de corrupção e declarações consideradas ofensivas.

Nas gravações, divulgadas inicialmente pelo portal Metrópoles em 25 de outubro, Amanda aparece negociando a liberação de emendas parlamentares e solicitando um suposto “cashback” sobre valores destinados a obras públicas, incluindo o repasse para a recuperação de uma estrada.

Nos dias seguintes, novos áudios começaram a circular em grupos de WhatsApp da cidade, intensificando a crise dentro do partido. Em um dos trechos mais polêmicos, a ex-filiada critica duramente um projeto voltado à criação de um hospital veterinário municipal, afirmando que deveriam “enfiar os cachorro [sic] no meio do c***”. A fala gerou indignação entre vereadores, militantes e protetores de animais.

Decisão unânime do partido

Diante da repercussão, a cúpula do PL em Rio Claro se reuniu durante o fim de semana e deliberou, por unanimidade, pela expulsão de Amanda. Em nota oficial, o diretório afirmou que a medida foi tomada por “infração ao programa partidário e desrespeito à disciplina interna”, reforçando que não compactua com práticas irregulares ou discursos desrespeitosos.

“Amanda Servidoni está no epicentro de graves denúncias divulgadas originalmente pelo portal Metrópoles e repercutidas em veículos de comunicação de todo o país, envolvendo cobrança de ‘cashback’ para liberação de emendas parlamentares”, destacou o comunicado.

Ligação com Valéria Bolsonaro

Amanda se apresentava publicamente como assessora da secretária estadual de Políticas para a Mulher, Valéria Bolsonaro (PL), que atualmente integra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, segundo apuração do Metrópoles, ela nunca exerceu cargo vinculado à secretaria ou ao gabinete da deputada estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Repercussão

A divulgação dos áudios gerou ampla repercussão nas redes sociais e provocou forte reação entre integrantes do próprio PL, que cobraram uma resposta imediata do diretório. Grupos de proteção animal e ativistas também se manifestaram, classificando as declarações como “repugnantes e desumanas”.

Até o momento, Amanda Servidoni não se pronunciou publicamente sobre as denúncias ou sobre a decisão do partido.

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