Uma operação policial de grande escala realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou 119 pessoas mortas, segundo balanço divulgado pelo governo do estado. A ação, considerada uma das maiores já realizadas contra o crime organizado no Rio, envolveu centenas de policiais civis e militares, incluindo unidades especializadas do BOPE e equipes de inteligência.
Dados da operação
Total de mortos: 119, sendo 58 no dia da operação e outros 61 corpos encontrados em área de mata nos arredores da Penha e do Alemão.
Entre as vítimas, 115 eram suspeitos e 4 eram policiais dois civis e dois do BOPE.
Prisões: 113 pessoas detidas, incluindo 33 de outros estados.
Apreensões: 118 armas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver, além de 14 artefatos explosivos.
Ainda estão sendo contabilizadas as toneladas de drogas apreendidas durante a ação.
Contexto e repercussão
O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro classificou a operação como legítima e afirmou que se trata do “maior baque que o Comando Vermelho já tomou, desde a sua fundação”. Segundo ele, a ação resultou em perdas significativas de drogas, armas e lideranças da facção criminosa.
Moradores da região relataram que muitos corpos foram levados para áreas próximas às favelas, evidenciando a escala da operação e os confrontos que se estenderam até a madrugada.
Implicações
Caso confirmado, este seria o maior número de mortos em uma operação policial na história do estado do Rio de Janeiro. A grande quantidade de armas e explosivos apreendidos reforça a dimensão da estrutura criminosa presente na região.
As autoridades prometem seguir com perícias, identificação dos corpos e investigação detalhada sobre os confrontos, garantindo que todos os procedimentos de segurança e legalidade sejam respeitados.






