Durante sua participação no reality show A Fazenda 16, a participante Carol Leque fez comentários sobre ter aterrorizado seu sobrinho usando uma tesoura, em tom de brincadeira, enquanto interagia com outros participantes. Em nenhum momento a criança aparece no vídeo, mas o relato gerou repercussão nas redes sociais e discussões sobre responsabilidade de adultos ao tratar de violência infantil.
Direitos da criança e adolescente
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante proteção integral contra qualquer forma de violência, incluindo ameaça ou humilhação que possa afetar a integridade física e psicológica. Especialistas alertam que mesmo relatos feitos em tom de humor podem ser prejudiciais e configurar apologia à violência.
“O fato de a criança não estar presente não elimina o problema. Relatar situações de abuso como se fossem brincadeiras pode reforçar comportamentos inadequados e normalizar o medo em crianças”, explica a psicóloga Dra. Mariana Lopes.
Erros e responsabilidades
O episódio evidencia erros comuns quando adultos relatam episódios de violência de maneira trivializada:
Descrevem atos agressivos como “brincadeira” ou motivo de humor;
Subestimam o impacto psicológico que tais relatos podem ter, mesmo que a vítima não esteja presente;
Podem gerar repercussão negativa para si e para a própria instituição do reality show, que deve zelar pela integridade moral de seus participantes.
Advogados especializados lembram que relatos desse tipo podem ser objeto de avaliação pelo Ministério Público, principalmente quando a narrativa envolve menores de idade, ainda que a criança não apareça fisicamente.
Papel do público e das redes
Embora o vídeo tenha se espalhado de forma orgânica pelas redes sociais, especialistas recomendam consciência crítica e denúncia formal em casos de violência ou relatos preocupantes envolvendo crianças.
Posicionamento oficial
Até o momento, Carol Leque não se pronunciou oficialmente sobre o relato, e a produção de A Fazenda 16 também não divulgou nota. A situação segue sendo monitorada por internautas, especialistas e órgãos de proteção à criança.








