O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a iniciar a perfuração de um poço exploratório de petróleo e gás no bloco FZA-M-059, localizado na Margem Equatorial Brasileira, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
A licença, concedida em 20 de outubro de 2025, permite que a estatal realize pesquisas geológicas na área, com o objetivo de avaliar o potencial energético da região. Segundo a Petrobras, o projeto segue todas as exigências ambientais e técnicas determinadas pelo Ibama e faz parte do plano de expansão da empresa para novas fronteiras exploratórias.
Perfuração é apenas exploratória.
O poço autorizado faz parte de uma fase de estudos, ou seja, não se trata de extração comercial de petróleo neste momento. O trabalho deve coletar dados para determinar se há viabilidade econômica e ambiental para uma futura produção.
A Margem Equatorial se estende do litoral do Rio Grande do Norte até o Amapá e é considerada uma das últimas grandes fronteiras de exploração de petróleo ainda pouco conhecidas no país.
Decisão às vésperas da COP30
A autorização ocorre às vésperas da COP30, conferência mundial do clima que será realizada em Belém (PA) em 2026. O momento gerou repercussão internacional e reações de organizações ambientais, que manifestaram preocupação com possíveis impactos na biodiversidade da região.
Entidades ambientalistas destacam que a área próxima ao Amapá abriga manguezais, recifes e ecossistemas sensíveis, defendendo mais estudos sobre riscos antes de qualquer avanço para etapas de produção.
Petrobras e Ibama defendem rigor ambiental
Em nota oficial, a Petrobras afirmou que o processo passou por rigorosa análise técnica e ambiental e que a empresa mantém compromisso com práticas sustentáveis. O Ibama, por sua vez, ressaltou que a licença foi concedida após a avaliação de 50 condicionantes ambientais, incluindo medidas de prevenção e resposta a emergências.
A estatal destacou ainda que a perfuração será realizada por meio de uma sonda de última geração, projetada para atuar em águas profundas com controle remoto e monitoramento contínuo.
Próximos passos
Após a perfuração exploratória, os resultados serão analisados para determinar se há potencial comercial na área. Caso a presença de petróleo seja confirmada, novas licenças ambientais precisarão ser emitidas antes de qualquer atividade de produção






