Tudo começou com um choque de realidade. A curitibana Sabrine Matos, de 28 anos, não sabia programar, tampouco tinha um plano de negócios quando decidiu criar uma ferramenta voltada à segurança feminina. O estopim veio após acompanhar o caso de feminicídio de uma jornalista, assassinada por um homem com histórico de violência, algo que a vítima desconhecia.
Foi a partir desse episódio que Sabrine resolveu agir.
A ideia saiu do papel na forma de um site chamado Plinq, uma plataforma que permite checar antecedentes criminais apenas com nome, CPF ou número de telefone. Em menos de dois meses após o lançamento, o site já ultrapassou 10 mil usuárias e viralizou entre mulheres que buscam uma forma simples e rápida de saber com quem estão se envolvendo.
“Queríamos algo funcional e rápido, não perfeito”, resume Sabrine, que toca o projeto ao lado do sócio Felipe Bahia.
Tecnologia sem código, mas com propósito
Mesmo sem formação técnica na área de tecnologia, Sabrine e Felipe encontraram uma solução acessível: usaram a plataforma Lovable, que permite criar sistemas e sites via no-code ou seja, sem escrever uma linha de programação.
Com esse recurso, o Plinq ganhou vida rapidamente e chamou atenção pela proposta ousada: ajudar mulheres a identificar potenciais riscos antes de um encontro ou início de relacionamento.
O serviço é baseado em dados públicos disponíveis em tribunais e registros oficiais, respeitando as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Nosso objetivo é proteger, não expor. O Plinq não fere nenhuma legislação e estamos atentos às atualizações jurídicas”, afirma a fundadora.
Receita milionária e planos de expansão
Com crescimento acelerado, o Plinq já projeta uma receita anual de R$ 2,2 milhões e planeja novas funcionalidades, como aplicativo próprio, botão de emergência e verificação social.
A startup está em busca de investidoras mulheres para liderar a rodada de pré-seed no valor de R$ 1 milhão, reforçando o propósito de manter o protagonismo feminino no negócio desde sua criação.
Hoje, os planos do serviço partem de R$ 9,90, e há assinaturas mensais com créditos para consultas ilimitadas.
Checagem rápida, impacto profundo
Com o Plinq, Sabrine espera evitar que outras mulheres passem pelo que muitas já enfrentaram: relacionamentos com homens perigosos, abusivos ou com histórico de crimes que poderiam ter sido descobertos antes.
“O que a gente faz é devolver o controle. Uma ferramenta simples pode salvar vidas”, diz.
E, pelo que mostram os números, o público já entendeu a proposta: o Plinq se tornou uma das plataformas mais comentadas nas redes sociais nos últimos meses e promete crescer ainda mais nos próximos capítulos.



o site: https://www.plinq.com.br/






