As fortes chuvas que atingiram Manaus no último domingo (5) voltaram a evidenciar os problemas crônicos de infraestrutura da capital amazonense. Alagamentos em diversos pontos da cidade e até o desabamento de uma residência reacenderam o debate sobre a falta de ações preventivas por parte do poder público.
A pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo Partido Liberal (PL), professora Maria do Carmo, foi uma das vozes mais críticas diante do cenário. Em pronunciamento divulgado em suas redes sociais, ela classificou a situação como “resultado do descaso e da maquiagem política”.
“Manaus virou a cidade da maquiagem. Tudo parece bonito nas fotos, nas propagandas, nas redes sociais, mas é só chover um pouco que a realidade lava toda essa tinta”, afirmou.
Maria do Carmo também direcionou críticas à gestão municipal, questionando a ausência de planejamento e medidas eficazes para enfrentar fenômenos naturais como as chuvas intensas.
“E o prefeito, aquele que disse que usava tecnologia para avisar com antecedência sobre tempestades, esqueceu de mandar o alerta principal: o de que Manaus não está preparada”, declarou.
A professora, que também é reitora e empresária com mais de 30 anos de experiência em gestão pública e privada, atribui os problemas enfrentados à “falta de compromisso com a população” por parte dos atuais gestores.
“O problema não é a chuva. É a falta de saneamento, é a estrutura precária, é a ausência de planejamento. É o faz de conta que virou política pública”, criticou.
A pré-candidata encerrou sua fala defendendo uma mudança de postura na gestão pública e disse que o Amazonas precisa de “menos marketing e mais ação”.
“Esse é o hábito da velha política. Manaus e o Amazonas não precisam de filtro. Precisam de gestão, eficiência e seriedade”, finalizou.
Contexto
Em 2026, o Amazonas terá eleições estaduais, e a pauta da infraestrutura urbana, especialmente em Manaus, promete estar no centro do debate. Os recorrentes problemas causados pelas chuvas, somados à insatisfação de parte da população com os serviços básicos, têm pressionado as lideranças políticas a apresentarem propostas mais concretas para o enfrentamento dos desafios da capital.





