Manaus | 26 de julho de 2026 | 20:27:40

“A Marina vai encarar a Maria”, diz Professora Maria do Carmo sobre impasse na BR-319

A professora Maria do Carmo, pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo Partido Liberal (PL), criticou duramente o que classificou como “falta de determinação” dos atuais representantes políticos do Estado diante da longa espera pela pavimentação da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO) e ao restante do país.

Durante entrevista a uma rádio local na última quinta-feira (2), a pré-candidata afirmou que o tema se transformou em pauta eleitoreira, lembrado apenas em anos de eleição. “Só lembram do assunto de quatro em quatro anos e depois deixam correr solto, por isso não acontece. Sou acostumada a persistir, isso vem da vida empresarial: não desistir. Pode anotar, vai ser a Maria do Carmo. A Marina vai encarar a Maria”, declarou, fazendo referência à ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Maria do Carmo defendeu que, caso eleita, vai priorizar a pavimentação do “trecho do meio” da BR-319, que compreende cerca de 406 quilômetros ainda sem asfalto. Segundo ela, é possível viabilizar a obra por meio de convênio com o governo federal, nos moldes do que ocorreu com a BR-174 durante o governo de Amazonino Mendes, em 1998.

“Quando vou em frente, sou igual ao nosso rio [Amazonas], arrastando tudo até conseguir. A BR-319 vai deixar de ser pauta eleitoreira”, completou.

Avanços e retrocessos

O asfaltamento da BR-319 é uma das maiores demandas de infraestrutura da região Norte. Em 2022, no último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), o Ibama concedeu a licença prévia para a obra, mas ela foi suspensa em julho deste ano por decisão judicial.

Além disso, a professora criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter vetado uma emenda que favorecia o asfaltamento da BR-319 durante a assinatura da Lei de Licenciamento Ambiental, contrariando, segundo ela, promessas feitas durante a campanha.

A pavimentação da BR-319 é vista como estratégica para o desenvolvimento da Amazônia, mas encontra resistência de setores ligados ao meio ambiente, que temem impactos socioambientais na floresta.

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