Manaus | 24 de julho de 2026 | 17:20:37

Ex-deputado é preso por estuprar a própria filha de 2 anos: caso causa revolta e comoção

Na manhã desta quarta-feira (1º/10), o ex-deputado estadual de Goiás e médico Iram de Almeida Saraiva Júnior foi preso na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, acusado de estuprar a própria filha, de apenas 2 anos de idade. O caso gerou profunda indignação e comoção pública.

A prisão foi realizada por policiais civis da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DVCAV), após mais de seis meses de investigação. As apurações foram baseadas em depoimentos de testemunhas, laudos de um pediatra e de um psicólogo, além do relato da própria criança, colhido em oitiva especial uma metodologia adaptada para ouvir vítimas infantis em ambiente seguro e apropriado.

Antes da prisão, a Justiça já havia autorizado mandado de busca e apreensão, ocasião em que o celular do ex-deputado foi recolhido para análise. O conteúdo do aparelho, assim como os outros elementos investigativos, ajudaram a embasar o pedido de prisão preventiva.

Trajetória política não impediu a prisão

Iram Júnior é conhecido no meio político goiano por ter atuado como vereador em Goiânia e, posteriormente, como deputado estadual em Goiás. Além da carreira política, ele também é médico. O fato de ocupar cargos públicos e ser profissional da saúde torna o crime ainda mais revoltante para a sociedade.

A detenção do ex-parlamentar ocorreu em sua residência, sem resistência. Ele será encaminhado ao sistema prisional do Rio de Janeiro, enquanto a investigação continua em andamento.

Repercussão e próximos passos

O caso já repercute em todo o país e levanta novamente o debate sobre violência sexual contra crianças, responsabilização de figuras públicas, e a importância da denúncia e da escuta qualificada para proteger vítimas tão vulneráveis.

O Ministério Público e órgãos de proteção à infância acompanham o caso de perto. Se condenado, Iram Júnior poderá responder por estupro de vulnerável, crime que pode resultar em pena de até 30 anos de prisão, agravada pelo grau de parentesco com a vítima.

🛑 Se você souber de qualquer caso de abuso ou suspeita, denuncie.
📞 Disque 100 – Central de Direitos Humanos (funciona 24h, sigiloso e gratuito)

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