Um dia após ser multado em R$ 300 mil pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por exibir um cartaz com a frase “Petista aqui não é bem-vindo”, o Frigorífico Goiás, localizado em Goiânia, voltou a estampar uma nova mensagem de protesto em sua vitrine.
Desta vez, a frase colocada no local diz:
“Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não”, acompanhada da divulgação de uma promoção de picanha.
A primeira mensagem, exibida na fachada do estabelecimento, foi alvo de ação civil pública do MPGO, que considerou o conteúdo uma discriminação por orientação política, configurando violação aos princípios constitucionais de liberdade de expressão e de respeito à diversidade de pensamento.
A penalidade, no valor de R$ 300 mil por danos morais coletivos, foi anunciada na última segunda-feira (29). Segundo o MP, a multa também visava coibir novas manifestações que “hostilizem pessoas com base em suas convicções ideológicas ou partidárias”.
Nova mensagem evita citar partidos
Com o novo cartaz, o frigorífico manteve o tom de protesto político, mas sem mencionar partidos ou grupos diretamente identificáveis, o que pode dificultar nova tipificação legal de discriminação.
A nova frase, apesar de não citar nomes ou legendas, é vista por parte do público como uma referência indireta ao Partido dos Trabalhadores (PT) e à figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, frequentemente associados a acusações de corrupção por opositores apesar das condenações de Lula na Lava Jato terem sido anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021.
O frigorífico ainda não se manifestou oficialmente sobre a nova mensagem nem sobre o pagamento da multa aplicada pelo Ministério Público.
Repercussão nas redes
A nova frase viralizou nas redes sociais, com internautas divididos entre apoio e críticas à postura do estabelecimento. Alguns usuários elogiaram a “liberdade de expressão” do empresário, enquanto outros acusaram a empresa de continuar promovendo discurso político ofensivo e discriminatório, agora de forma mais velada.
Até o momento, o MPGO não comentou se a nova mensagem será alvo de nova análise jurídica.
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