Brasília – O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como um dos articuladores de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), causou surpresa em seu depoimento à CPMI do INSS ao negar ser o personagem que ficou conhecido nacionalmente como o “Careca do INSS”.
Segundo ele, o apelido que viralizou nas redes sociais e na imprensa seria fruto de uma “narrativa fantasiosa” criada pelo advogado Eli Cohen, e teria sido disseminado a partir de interpretações erradas de e-mails trocados entre duas entidades privadas.
“Essa história do ‘Careca do INSS’ é uma ficção. Nunca assumi esse papel e não sou personagem fictício. Isso foi uma distorção proposital dos fatos”, declarou o empresário durante o depoimento.
Antunes afirma que nunca se autodenominou com o apelido e que o rótulo se tornou um “espantalho midiático” para atrair atenção e desviar o foco das investigações.
O caso do “Careca”
A figura do suposto “Careca do INSS” se tornou símbolo das investigações sobre fraudes no sistema de concessão de benefícios do Instituto. O personagem, citado em diversos documentos e depoimentos, seria um elo entre empresários, atravessadores e servidores públicos.
Embora não haja confirmação oficial sobre sua identidade, o apelido passou a ser usado de forma recorrente, o que levou à associação com Antunes que agora nega qualquer ligação com esse título.
Investigação em curso
A CPMI segue investigando esquemas de fraudes milionárias no INSS, envolvendo concessões indevidas de aposentadorias, pensões e auxílios com documentos falsos ou processos manipulados.
Antunes, que prestou depoimento como investigado, é citado em diversos trechos da apuração, mas nega envolvimento direto e diz ser vítima de uma construção narrativa criada por terceiros.
A comissão ainda deverá ouvir outros nomes ligados ao caso nas próximas semanas. A relatoria afirmou que não descarta convocar novamente o empresário, caso novas evidências venham à tona.










