Um menino de apenas 4 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi brutalmente atacado por um cachorro da raça pitbull, no último domingo (21), no bairro São Caetano, em Itabuna, no sul da Bahia.
A criança, identificada como Heitor, estava na porta de casa, brincando com outras crianças e acompanhado de um adulto, quando o animal escapou da residência de um vizinho e partiu em direção ao grupo. As outras crianças conseguiram correr, mas Heitor foi alcançado e atacado.
O momento foi registrado por uma câmera de segurança, que mostra o desespero dos vizinhos diante do ataque violento. A mãe da criança, Dyanajara da Hora, aparece nas imagens correndo para tentar salvar o filho. Segundo ela, o cachorro mordeu o pescoço e as pernas do menino.
“Eu saí desesperada e não sei de onde tirei forças para arrancar o cachorro de cima do meu filho. Ele foi direto no pescoço. Por pouco, ele não morreu”, relatou a mãe, em entrevista à TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia.
Apesar da gravidade das lesões, Heitor foi socorrido e levado ao Hospital Manoel Novaes, onde permanece internado. A equipe médica informou que o estado de saúde dele é estável e que, apesar das diversas mordidas, ele não corre risco de morte. A possibilidade de alta está sendo avaliada.
Histórico de agressividade
O pitbull pertence a um policial civil que mora na vizinhança. Segundo Dyanajara, o animal já havia atacado antes, inclusive matando quatro gatos da família dela. Mesmo assim, o tutor não teria tomado providências para conter o cachorro.
“O dono do animal não deu suporte nenhum até hoje”, denunciou a mãe.
Durante o ataque, um policial militar que mora na rua chegou a sacar a arma para tentar impedir que o cachorro continuasse mordendo a criança, mas o tutor conseguiu conter o animal antes que o disparo fosse feito.
Polícia investiga o caso
A mãe de Heitor registrou um boletim de ocorrência, e o caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia Territorial de Itabuna. Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar o crime de lesão corporal e que está ouvindo testemunhas.
Diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do ataque e definir eventuais responsabilidades.
Debate urgente
O caso reacende o debate sobre a posse responsável de cães de grande porte e a falta de fiscalização efetiva. Tragédias como essa têm se tornado frequentes em várias partes do país, muitas vezes com vítimas fatais, principalmente crianças e idosos.
Apesar de diversas campanhas de conscientização, poucos estados e municípios possuem legislações claras e eficazes sobre o manejo de cães potencialmente agressivos, deixando a população vulnerável a situações como essa.










