Na véspera de sua participação na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou integrantes da equipe do ministro Alexandre de Moraes e membros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que participaram do julgamento que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível até 2030.
As sanções foram aplicadas sob a Lei Global Magnitsky, que permite ao governo dos EUA penalizar indivíduos estrangeiros envolvidos em abusos de direitos humanos ou corrupção. Entre os alvos estão Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e outros membros da equipe judicial que atuaram no caso que resultou na condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe.
Além disso, os EUA revogaram os vistos de outros oficiais brasileiros, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias, e ex-integrantes do TSE, como Benedito Gonçalves e Airton Vieira. O governo brasileiro reagiu com indignação, considerando as sanções como uma violação da soberania nacional e uma tentativa de interferência nas instituições democráticas do país.
O episódio ocorre em um momento de crescente tensão entre os dois países, com acusações mútuas sobre interferência política e judicial. O governo brasileiro já havia protestado contra as tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros e contra o apoio de Trump a Bolsonaro, que é visto como um aliado político do presidente norte-americano.








