Manaus | 28 de julho de 2026 | 04:42:28

Mais um ataque contra a Zona Franca de Manaus reacende debate sobre futuro do modelo

A Zona Franca de Manaus (ZFM) voltou a ser alvo de ataques em 2025. Recentes declarações de economistas e propostas do governo federal para revisão de incentivos fiscais reacenderam o debate sobre a sustentabilidade do modelo, que garante competitividade às indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Entre as críticas mais recentes estão as de Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, que classificou a ZFM como uma “aberração”, e de jornalistas como Miriam Leitão, que apontaram os elevados custos de manutenção do modelo. Além disso, a reforma tributária em discussão em Brasília mantém setores produtivos em alerta, diante do risco de perda das vantagens fiscais.

Paralelamente, problemas logísticos, como a seca histórica que encareceu o transporte de insumos e produtos, e decretos que alteraram alíquotas de IPI, aumentam a pressão sobre as empresas instaladas. Parlamentares e entidades locais defendem que a ZFM é vital para a economia regional, responsável por mais de meio milhão de empregos diretos e indiretos, e peça-chave na preservação da floresta amazônica.

A polêmica, contudo, mostra que o modelo de desenvolvimento enfrenta mais uma vez o desafio de se reinventar para resistir às constantes investidas.

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