Manaus | 27 de julho de 2026 | 09:26:01

Empresa familiar de Alexandre de Moraes entra na mira dos EUA via Lei Magnitsky

Uma empresa vinculada à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, chamou a atenção das autoridades estadunidenses quanto à possibilidade de extensão das sanções da Lei Magnitsky, aplicadas originalmente contra o próprio ministro. A medida está sendo avaliada por integrantes da administração Trump, em meio a movimentos articulados por aliados de Jair Bolsonaro nos EUA .

Criado em 2000 por Alexandre de Moraes, o Lex Instituto passou a ser administrado, desde 2013, exclusivamente por sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e pelos filhos do casal. A empresa detém 11 imóveis, avaliados em aproximadamente R$ 12,4 milhões, entre eles residências em São Paulo, apartamentos de luxo em Campos do Jordão, terrenos em São Roque e a sede do escritório da advogada Viviane .

Aliados de Bolsonaro, como o deputado Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo, têm liderado esforços junto à Casa Branca para incluir familiares e bens controlados pelo ministro nas sanções, argumentando que apenas assim as medidas serão eficazes .

A Lei Magnitsky Global, aprovada em 2016, permite aos EUA a imposição de sanções contra indivíduos suspeitos de violação dos direitos humanos ou corrupção, incluindo bloqueio de ativos e restrição de entrada no país . Alexandre de Moraes já sofreu sanções sob essa legislação ao ser incluído na lista de pessoas bloqueadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 30 de julho de 2025 .

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