Manaus | 8 de agosto de 2026 | 22:35:05

Tá sabendo das novas regras do pix para coibir o crime organizado? Entenda o que mudou

O Banco Central anunciou novas medidas para reforçar a segurança do Pix e das transferências bancárias. As mudanças têm como objetivo dificultar a ação do crime organizado, que vinha utilizando brechas no sistema financeiro para movimentar bilhões de reais de forma ilegal.

Limite nas transferências

Instituições de pagamento que ainda não têm autorização do BC ou que funcionam por meio de prestadoras de serviços tecnológicos agora terão limite de R$ 15 mil por transação via Pix ou TED. Segundo a autoridade monetária, esse valor cobre 99% das operações corporativas, mas reduz os riscos de grandes movimentações fraudulentas.

Prazo mais curto para fintechs se regularizarem

O prazo para que essas empresas solicitem autorização ao BC foi antecipado: antes, elas tinham até 2029, mas agora precisam se adequar até maio de 2026. Quem não conseguir autorização terá 30 dias para encerrar as operações.

Regras mais duras para prestadoras de tecnologia

As chamadas PSTIs (Prestadoras de Serviços de Tecnologia da Informação), que dão suporte às operações financeiras, também entram na mira das novas regras. Agora elas precisam:

  • Ter capital mínimo de R$ 15 milhões;
  • Cumprir exigências mais rígidas de governança e gestão de riscos;
  • Se adequar às normas em até 120 dias.

O BC também poderá aplicar medidas cautelares ou até mesmo descredenciar empresas que não cumprirem as exigências.

Proteção contra o crime organizado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, explicou que a intenção não é penalizar fintechs ou bancos tradicionais, mas evitar que grupos criminosos usem o sistema financeiro para lavar dinheiro. “As instituições são, muitas vezes, vítimas dessa prática”, afirmou.

O que muda para você

Para o usuário comum, as operações via Pix seguem funcionando normalmente. As mudanças impactam, principalmente, instituições ainda não regulamentadas e empresas de tecnologia que atuam no setor.

O foco, segundo o BC, é aumentar a segurança e fechar o cerco contra quem tenta usar o sistema financeiro para fins ilícitos.

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