Os planos de saúde no Brasil fecharam o primeiro semestre de 2025 com um desempenho histórico. O setor registrou lucro operacional de R$ 6,3 bilhões, um salto de 157% em relação ao mesmo período de 2024. Quando se consideram os ganhos financeiros, o lucro líquido total chegou a R$ 12,9 bilhões, avanço de 131,9% no comparativo anual. Trata-se do melhor resultado desde 2021 e o maior dos últimos quatro anos.
Recorde no setor médico-hospitalar
O segmento médico-hospitalar, que concentra a maior parte das operadoras, foi responsável por R$ 12,4 bilhões do lucro líquido. O desempenho foi impulsionado pela combinação de melhores resultados assistenciais e pela rentabilidade das aplicações financeiras, em um cenário de juros elevados.
Sinistralidade em queda
A taxa de sinistralidade que mede a proporção de despesas assistenciais em relação às receitas caiu para 81,1%, o menor índice registrado em um primeiro semestre desde 2018 (exceto 2020, período atípico marcado pela pandemia).
Diferentes portes, diferentes resultados
As operadoras de grande porte foram responsáveis por R$ 9,7 bilhões do lucro líquido, alta de 114%. Já as de médio porte tiveram crescimento expressivo de 622%, alcançando aproximadamente R$ 2 bilhões.
Na contramão, as autogestões, planos mantidos por empresas ou entidades para seus funcionários registraram prejuízo operacional de R$ 1,2 bilhão, valor 10,3% maior que o do mesmo período de 2024.
Juros impulsionam ganhos financeiros
O desempenho financeiro também teve papel fundamental nos resultados do setor. As operadoras alcançaram R$ 130 bilhões em aplicações financeiras até junho, o que gerou R$ 6,8 bilhões em rendimentos, crescimento superior a 50% em comparação ao ano anterior. A taxa Selic elevada favoreceu diretamente esse aumento.
Cenário histórico
A soma de uma gestão mais eficiente dos custos assistenciais, queda da sinistralidade e altos ganhos financeiros levou o setor a registrar o maior lucro desde o início da série histórica em 2018, superando inclusive os resultados excepcionais observados durante a pandemia.





