Manaus | 27 de julho de 2026 | 11:39:27

Eduardo Bolsonaro defende anistia e diz que só assim Brasil terá vantagem com Trump: “Hora de proteger quem defendeu o país”

Durante visita aos Estados Unidos nesta semana, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a defender a aprovação de uma lei de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, esse seria um passo necessário para que o Brasil possa negociar de forma mais favorável com um possível novo governo de Donald Trump.

“Quem quer que venha aqui negociar estará sentado em melhor posição junto ao governo Trump. Tenho certeza de que vai reduzir tarifa, talvez zerar”, afirmou o parlamentar durante evento em Washington.

Para Eduardo, o governo Lula e o Itamaraty prejudicaram o relacionamento diplomático com os Estados Unidos ao adotarem um discurso crítico contra Trump, o que, segundo ele, dificulta futuros acordos comerciais caso o republicano retorne à presidência.

Relação com os EUA e o “tarifaço”

A declaração ocorre em meio à repercussão do chamado “tarifaço” uma proposta de Trump de impor tarifas de até 50% sobre importações de países como o Brasil. Eduardo Bolsonaro entende que, com uma mudança de postura diplomática e uma solução política para os eventos de 8 de janeiro, o país pode voltar a ser visto como parceiro estratégico por Washington.

Anistia em debate

A defesa da anistia feita por Eduardo também tem um peso interno. Segundo ele, além de abrir caminhos para negociações internacionais, a medida ajudaria a pacificar o ambiente político nacional, colocando fim ao que ele chama de perseguição contra manifestantes.

“Sem anistia, o Brasil não terá paz política nem moral para avançar em acordos com os EUA”, afirmou.

A proposta, no entanto, segue dividindo opiniões: enquanto setores conservadores defendem a anistia como um gesto de reconciliação, críticos consideram que ela pode abrir espaço para impunidade, especialmente para envolvidos em atos de vandalismo e ataques às instituições.

Repercussão e próximos passos

A fala de Eduardo gerou repercussão dentro e fora do Congresso. Alguns aliados reforçam o apelo por anistia como condição para a estabilidade política, enquanto outros enxergam a tentativa de condicioná-la a interesses internacionais como arriscada.

A proposta de anistia já é discutida no Legislativo e deve seguir em pauta nos próximos meses. Ainda não há consenso sobre seu alcance nem sobre o apoio suficiente para aprovação.

O posicionamento de Eduardo Bolsonaro expõe um ponto central do debate atual: como equilibrar os interesses políticos internos com os desafios da diplomacia internacional. A fala também evidencia que, para parte da oposição, a reconstrução da imagem do Brasil no exterior passa pela forma como o país lida com seus próprios conflitos internos.

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