Manaus | 27 de julho de 2026 | 11:43:51

Rompimento na base de Lula: União Progressista abandona governo e agrava crise no Planalto

foto reprodução

Brasília (DF) — A instabilidade política no governo Lula (PT) ganhou um novo e explosivo capítulo nesta terça-feira (2), com o anúncio da saída da União Progressista, federação formada pelos partidos União Brasil e PP da base governista no Congresso.

A decisão orienta que todos os filiados da federação deixem o governo, incluindo ministros e parlamentares com cargos na Esplanada, e ocorre no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começou a ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ministros fora do governo

A saída afeta diretamente André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), ambos ministros licenciados de seus mandatos na Câmara. A federação entende que a permanência de seus quadros no governo não representa mais os interesses da legenda especialmente diante de divergências com a articulação política do Planalto.

Nos bastidores, a pressão para o rompimento vinha crescendo, especialmente após o apoio do governo à anistia para Bolsonaro, projeto que vem ganhando força no Congresso e dividindo partidos.

Movimento político com foco em 2026

Tanto Fufuca quanto Sabino tentaram negociar para evitar o desembarque, já que planejam disputar o Senado em 2026 e buscavam manter a relação com Lula. Porém, foram pressionados por suas siglas a deixar os cargos, sob risco de isolamento interno.

Segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, o presidente Lula já havia sinalizado, há uma semana, que os ministros de perfil mais governista deveriam pedir exoneração espontaneamente caso se sentissem desconfortáveis com a gestão.

Base no Congresso enfraquecida

Com a decisão, a base oficial do governo na Câmara pode cair para apenas 259 deputados — apenas dois acima do número mínimo para garantir maioria simples (257). Isso coloca em risco votações sensíveis e aumenta a dependência do Palácio do Planalto por acordos com partidos independentes.

Apesar da saída formal, outras indicações políticas dos partidos permanecerão nos ministérios, como Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Juscelino Filho (Comunicações), ambos indicados por caciques partidários como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o senador Ciro Nogueira.

Crise à vista?

O movimento representa um desafio estratégico para o governo Lula, que enfrenta dificuldades para avançar em pautas prioritárias no Congresso e agora terá que lidar com mais resistência dentro do próprio gabinete ampliado.

A ruptura ocorre em um momento simbólico: o julgamento de Bolsonaro, o debate sobre sua anistia e a construção de alianças para 2026.

Veja o vídeo completo em nosso instagram: A Repórter Oficial

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