O Brasil perdeu neste sábado (30) um de seus maiores escritores e cronistas. Luis Fernando Verissimo morreu em Porto Alegre, aos 88 anos, após complicações decorrentes de uma pneumonia. O autor estava internado há três semanas e enfrentava problemas de saúde relacionados ao Parkinson, além de sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2021, que havia comprometido sua fala e sua capacidade de comunicação.
Verissimo foi um dos escritores mais populares do país, com mais de 80 livros publicados e mais de 5,6 milhões de exemplares vendidos. Dono de uma escrita leve, irônica e cheia de humor, transformou acontecimentos do cotidiano em reflexões profundas, conquistando leitores de todas as idades. Entre suas criações mais conhecidas estão personagens como Ed Mort, o detetive atrapalhado; O Analista de Bagé, figura caricata que ironizava a psicanálise; e a célebre Velhinha de Taubaté, a “última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo”.
Filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando trilhou seu próprio caminho na literatura e no jornalismo, tornando-se referência nas crônicas publicadas em jornais de todo o país. Seu estilo bem-humorado e ao mesmo tempo crítico ajudou a moldar a forma como gerações de brasileiros pensam a política, a cultura e as relações humanas.
Além de escritor, Verissimo também foi cartunista, roteirista e tradutor, transitando entre diferentes linguagens e deixando sua marca na cultura nacional. Para muitos leitores, ele foi não apenas um cronista, mas uma companhia diária capaz de arrancar sorrisos em meio às dificuldades do Brasil.
O falecimento de Luis Fernando Verissimo representa uma perda irreparável para a literatura e para a cultura brasileira. Seu legado, no entanto, permanece vivo nas páginas que escreveu e nos inúmeros leitores que se formaram através de suas histórias, piadas e reflexões.





