Um crime brutal e cuidadosamente planejado abalou a população de Manaus. A Polícia Civil do Amazonas revelou que uma adolescente de apenas 12 anos ajudou a planejar o assassinato da própria mãe, a cadeirante Francisca Alves Praia, de 48 anos, no bairro Monte das Oliveiras, zona norte da cidade. A motivação seria o desejo da menina de se apossar de R$ 17 mil que ela acreditava estarem guardados na residência da vítima.
O plano foi executado com a ajuda de Renato da Costa, de 25 anos, apontado como namorado da menor. Segundo a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a jovem teria fornecido informações privilegiadas sobre a casa da mãe para facilitar a invasão.
Execução do plano e brutalidade do crime
No último domingo (17), Renato teria invadido a residência pela parte de trás, subindo pelo telhado. Acreditando encontrar o dinheiro, vasculhou o local, mas ao não encontrar nada, decidiu assassinar a mulher. Francisca, que era cadeirante e tinha uma das pernas amputadas, não teve chance de se defender.
Ela foi golpeada com sete facadas e apresentava ainda um profundo ferimento no pescoço, indicando uma possível tentativa de degola. Além disso, Renato levou uma botija de gás e cartões da vítima antes de fugir.
Frieza da adolescente surpreende investigadores
A frieza da menina após o crime chocou os policiais. Quando a equipe chegou ao local, ela estava sentada calmamente em uma cadeira de balanço, com o celular na mão, observando o trabalho da perícia. Em nenhum momento demonstrou nervosismo ou arrependimento, comportamento que chamou a atenção dos investigadores e reforçou a hipótese de que ela participou diretamente do planejamento do crime.
Apesar disso, foi a própria adolescente quem acionou a polícia, o que inicialmente confundiu os agentes, mas acabou se encaixando no cenário de frieza emocional e tentativa de despistar a suspeita.
Procedimentos e investigação
Renato da Costa foi preso e está sob custódia, prestando esclarecimentos. A adolescente, por ser menor de idade, está sob responsabilidade das autoridades e terá o caso avaliado conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As investigações continuam e trabalham com duas linhas principais: a ambição da adolescente pelo dinheiro e conflitos familiares anteriores que possam ter motivado o crime.








