Uma tragédia abalou a cidade de Lontras, no Alto Vale do Itajaí. A jovem Letícia Paul, de 22 anos, morreu após sofrer um choque anafilático durante a realização de um exame de tomografia com contraste.
De acordo com informações de familiares e veículos locais, Letícia apresentou complicações graves logo após a aplicação da substância utilizada no exame. Ela foi socorrida em estado crítico, mas não resistiu.
Filha do empresário Reni Humberto Paul, Letícia completaria 23 anos em 2 de setembro. Formada em Direito e em pós-graduação na área de Direito e Negócios Imobiliários, a jovem era muito conhecida na região, o que ampliou a comoção causada pela notícia. Amigos, familiares e colegas de profissão prestaram homenagens nas redes sociais.
O velório ocorreu na Casa Mortuária Jardim Primavera, em Rio do Sul, seguido de cremação no Crematório Vaticano, em Balneário Camboriú.
O caso trouxe à tona discussões sobre os riscos, ainda que raros, de reações alérgicas graves em exames com contraste. Profissionais de saúde alertam que situações de emergência, como o choque anafilático, exigem atendimento rápido e uso imediato de medicamentos antagonistas.
Especialistas reforçam a recomendação de que exames que envolvem o uso de contraste sejam realizados preferencialmente em hospitais, que possuem estrutura para lidar com possíveis complicações.
Atualmente, os três principais tipos de contraste usados em exames de imagem são:
Iodado – comum em tomografias;
Sulfato de bário – utilizado em exames do trato gastrointestinal;
Gadolínio – aplicado em ressonâncias magnéticas.
A escolha depende do exame e da avaliação médica, que deve considerar fatores de risco, histórico de alergias e condição clínica do paciente.
A morte precoce de Letícia não apenas entristeceu a região, mas também reforçou a necessidade de maior atenção e protocolos de segurança em procedimentos que, embora rotineiros, podem apresentar riscos.





