O pastor Silas Malafaia voltou a se manifestar publicamente após ser alvo de operação da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Em entrevista a jornalistas, o líder religioso disse estar sendo vítima de “perseguição política” e afirmou que sua família também sofre com os ataques.
Malafaia citou as filhas ao criticar o impacto das investigações:
“Vocês não sabem o que é ver minhas filhas chorando, perguntando por que o pai delas está sendo tratado como bandido. Isso é uma covardia”, desabafou.
O pastor também abordou as suspeitas levantadas pela PF sobre doações recebidas pela igreja, em especial o dízimo de fiéis. Segundo ele, não é possível responsabilizá-lo pela origem do dinheiro ofertado.
“Se alguém deposita o dízimo na conta da igreja e depois se descobre que essa pessoa é bandida, eu não tenho culpa disso. Não posso ser condenado por algo que foge ao meu controle. Isso é perseguição!”, declarou.
Ele ainda acusou autoridades de quererem criminalizar sua atuação religiosa e política, reforçando que seguirá denunciando o que considera abusos.
“Estão tentando calar minha voz, mas não vão conseguir. Há quatro anos denuncio essa ditadura do Judiciário e não vou recuar”, afirmou, em tom exaltado.
A operação foi autorizada pelo STF dentro do inquérito que apura se o pastor teria atuado para intimidar autoridades em processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo.






