Um caso grave e de forte repercussão abalou a comunidade escolar do município de Careiro, interior do Amazonas. Um professor da rede pública estadual foi afastado de suas funções após denúncias de que teria cometido abusos sexuais contra 22 alunas, todas com apenas 11 anos de idade.
As investigações são conduzidas pela 34ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP). De acordo com o delegado responsável, há indícios de que o professor praticava os crimes dentro do ambiente escolar, aproveitando-se da posição de confiança que exercia. As vítimas começaram a relatar os episódios em depoimentos, o que levou a polícia a abrir inquérito.
Ações e Desdobramentos
Embora o pedido de prisão temporária do suspeito tenha sido indeferido pela Justiça, foi determinado o seu afastamento imediato da função, o que já foi cumprido. Essa medida permite que as investigações prossigam com as garantias legais necessárias.
Na segunda-feira (19), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do professor, recolhendo seu celular e notebook. Nesses dispositivos, foram encontrados, de forma preliminar, materiais de conteúdo pornográfico. Esses arquivos serão submetidos à perícia técnica para uma análise mais aprofundada.
A Polícia Civil informou que as investigações continuarão, incluindo a realização de escutas especializadas com os estudantes para colher mais depoimentos.
Posição da Seduc
A Seduc, por sua vez, comunicou que, ao receber as denúncias, a direção da escola agiu conforme o protocolo oficial, acionando o Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise) e afastando o professor. A secretaria afirma que está colaborando integralmente com as investigações, e o caso é acompanhado pela Comissão de Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual (Ceams).








