Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:01:01

Quer fazer mestrado com foco em saúde e inovação na Amazônia? Veja como participar do novo programa da Nilton Lins

foto divulgação

Com foco em desafios da saúde pública na região amazônica, a Universidade Nilton Lins lançou nesta segunda-feira (18) o Mestrado em Saúde e Inovação, um programa inédito de pós-graduação que une pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e soluções práticas para o enfrentamento de endemias.

Voltado a profissionais da saúde e docentes, o curso tem como diferencial o olhar regional e interdisciplinar, com duas linhas principais de pesquisa: “Endemias e Saúde Pública na Amazônia” e “Inovação Tecnológica Aplicada à Saúde”. A iniciativa é gratuita e está alinhada à área interdisciplinar da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

A primeira turma conta com sete alunos selecionados em um processo altamente concorrido. Entre os mestrandos estão docentes da própria instituição e egressos de cursos como Enfermagem, Biomedicina e Odontologia.

Tecnologia e ciência voltadas para a realidade amazônica

Para a reitora da universidade, Gisélle Lins, o mestrado reflete o compromisso da Nilton Lins com as transformações sociais e científicas.

“O papel da universidade é acompanhar a velocidade dos avanços científicos e tecnológicos. E essa proposta não apenas acompanha as tendências globais, como também se antecipa ao formar profissionais preparados para propor soluções reais”, afirmou.

A vice-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação, Cleuciliz Santana, destaca o alcance da proposta e o forte interesse do público.

“Tivemos uma procura expressiva no processo seletivo, principalmente por ser um curso gratuito e de uma área ainda pouco explorada aqui. Esse é um investimento em ciência com impacto direto na nossa realidade”, disse.

Um novo edital será lançado em outubro, com 20 novas vagas previstas para a turma de 2026.

Formação para transformar

Mais do que um título acadêmico, o mestrado visa formar especialistas capazes de desenvolver bioprodutos, tecnologias e processos aplicáveis à realidade amazônica — com potencial para serem adaptados em outras regiões do Brasil e do mundo.

Segundo o coordenador do programa, professor Salomão Rocha Martim, o objetivo é transformar conhecimento em impacto social.

“Queremos formar recursos humanos que respondam aos desafios regionais com inovação. Isso inclui desde soluções para doenças endêmicas até a criação de produtos que melhorem a qualidade de vida da população da Amazônia”, explicou.

Aula inaugural com foco na cultura da inovação

A aula magna de abertura foi realizada no auditório Giovanna Figliuolo da universidade e ministrada pela professora Fernanda Guilhon Simplício, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ela destacou a importância de integrar ciência e inovação para gerar impacto social real.

“Precisamos de mais profissionais capacitados em saúde e inovação. Avançamos em algumas áreas, mas ainda falta uma cultura de inovação voltada para resolver os problemas concretos da sociedade. Esse mestrado preenche uma lacuna estratégica na ciência brasileira”, afirmou.

Para Fernanda, o programa representa um passo importante rumo à independência científica e tecnológica nacional, especialmente em uma região com tantos desafios específicos como a Amazônia.

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