O clima político na saúde do Amazonas ganhou um novo capítulo nesta semana. O ex-gerente de hospitais e fundações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Michel Lemos, passou a atacar o governo Wilson Lima após pedir exoneração do cargo, alegando irregularidades no processo de contratação das Organizações Sociais de Saúde (OSS).
Contradições recentes
As críticas chamaram atenção porque, até poucos dias atrás, o próprio Lemos fazia publicações elogiando a gestão estadual e defendendo o modelo das OSS como avanço histórico para a saúde. Em 2024 e neste ano, ele chegou a agradecer publicamente ao governador e à secretária de Saúde pelas melhorias em unidades como o 28 de Agosto e o Instituto da Mulher.
A guinada repentina no discurso levantou questionamentos sobre suas motivações.
Resposta do governo
Durante agenda no Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, o governador Wilson Lima reagiu às declarações e disse que “chantagens não vão intimidar a gestão”. Ele destacou que a implantação das OSS abriu concorrência no setor e garantiu mais eficiência na prestação dos serviços.
“Nunca houve tanta transparência na saúde como agora. Nenhum ataque vai nos desviar desse caminho”, afirmou Lima.
O governador também frisou que mais de 500 profissionais foram contratados recentemente, negando qualquer risco de demissões em massa.
Questionamentos sobre Michel Lemos
Além da contradição entre os elogios recentes e as críticas atuais, Michel Lemos já teve a carreira marcada por polêmicas administrativas e processos em conselhos de classe, o que coloca em dúvida a consistência de suas acusações. Até o momento, ele não apresentou provas que sustentem as denúncias.










