O relacionamento entre a Câmara Municipal de Manaus e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) entrou em tensão nesta semana. O episódio teve início quando uma sessão solene proposta pelos vereadores Capitão Carpê e Coronel Rosses (PL) para homenagear os bombeiros no Dia do Bombeiro Militar foi marcada pela ausência de toda a corporação.
A decisão de não comparecer à cerimônia partiu do próprio comandante-geral, coronel Orleilso Muniz, que justificou compromissos oficiais, como a inauguração de um novo quartel em Itapiranga ao lado do governador Wilson Lima.
Vereadores criticaram a postura do coronel, acusando-o de impedir que a tropa fosse reconhecida e de desrespeitar o Legislativo. “Ele será lembrado como o único comandante-geral que não permitiu que a equipe fosse homenageada”, declarou o vereador Carpê.
Em resposta, Muniz afirmou que os militares estavam cumprindo suas funções institucionais e que alguns parlamentares buscavam autopromoção. O coronel também questionou a utilização do gorro laranja pelo vereador, alegando falta de competência técnica.
O episódio evidencia tensões entre lideranças políticas e militares e mostra como homenagens protocolares podem se transformar em palco de disputas públicas.






