A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) reforçou a importância da proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual, após a repercussão de vídeos que expõem menores de forma inadequada. Casos como o recente conteúdo publicado por um influenciador digital reacendem o debate sobre a “adultização” e a exploração de menores nas redes sociais.
No Amazonas, a proteção do público infantojuvenil é realizada por duas unidades especializadas: a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), comandada pela delegada Juliana Tuma, e a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), sob responsabilidade do delegado Henrique Brasil.
“O compartilhamento, armazenamento ou produção de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes é crime, com pena de até oito anos de reclusão. A exposição indevida, especialmente com conotação sexual, também gera responsabilização civil e criminal”, alerta a delegada Juliana Tuma.
Adultização e riscos
O termo “adultização”, muito discutido recentemente, refere-se à prática de colocar crianças ou adolescentes em situações que as façam parecer adultas, através de roupas, maquiagens, gestos e falas inadequadas à idade. Segundo a delegada, esse tipo de exposição prejudica o desenvolvimento da infância e aumenta a vulnerabilidade das vítimas a crimes sexuais.
“Até imagens aparentemente inocentes podem ser usadas em fóruns que incentivam a pedofilia. Por isso, a integridade física, moral e psicológica das crianças e adolescentes deve ser protegida”, explica Juliana Tuma.
Orientações para pais e responsáveis
O delegado Henrique Brasil reforça que a educação digital e o monitoramento do uso da internet são essenciais:
Não compartilhar fotos ou vídeos com desconhecidos;
Evitar clicar em links suspeitos;
Restringir o acesso às redes sociais e usar ferramentas de controle parental;
Manter diálogo aberto sobre perigos online.
“Mesmo situações aparentemente inofensivas podem ser exploradas por pessoas mal-intencionadas. Imagens ou vídeos que sexualizam crianças podem configurar crime”, alerta Henrique Brasil.
Investigações e atuação da polícia
A DERCC utiliza ferramentas de monitoramento digital e mantém contato direto com plataformas como TikTok, Instagram, Facebook e Roblox. O objetivo é remover conteúdos ilícitos e identificar autores.
“Solicitamos não apenas a retirada do material, mas também a preservação de dados que permitam a responsabilização dos infratores”, explicou o delegado.
Como denunciar
A população pode fazer denúncias de forma anônima pelos seguintes canais:
Depca: (92) 99962-2441 (disque-denúncia)
Disque 100 (Direitos Humanos)
Disque 181 (SSP-AM)
Boletim de Ocorrência (BO): presencialmente na Depca ou DERCC, ou online via Delegacia Virtual.
A Depca funciona temporariamente na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM Centro-Sul), avenida Mário Ypiranga Monteiro, bairro Parque Dez de Novembro.
A DERCC está localizada na Delegacia Geral, avenida Pedro Teixeira, 180, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste.
“Proteger nossas crianças e adolescentes é um dever de todos. Denuncie qualquer exploração e ajude a manter a integridade deles”, concluiu a delegada Juliana Tuma.






