O líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS), não poupou críticas ao novo plano de crédito anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A medida, que prevê a liberação de R$ 30 bilhões para empresas brasileiras prejudicadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, foi chamada pelo deputado de “paliativa e eleitoreira”.
Segundo Zucco, o governo deveria buscar diálogo diplomático com Washington, e não apenas oferecer crédito interno.
“O maior e melhor auxílio que o governo poderia dar às empresas brasileiras seria parar de atacar os Estados Unidos, cessar alianças com ditaduras, e o presidente Lula ligar pessoalmente para o presidente norte-americano para restabelecer uma negociação direta e franca”, afirmou.
O plano do governo inclui uma linha emergencial voltada para pequenas e médias empresas exportadoras e ações para absorver no mercado interno produtos que não conseguirem ser exportados — especialmente os perecíveis.
A proposta surgiu após pressão do setor produtivo e tenta reduzir o impacto das sobretaxas aplicadas pelos EUA a produtos como aço e derivados agrícolas.
Zucco não foi o único a criticar a iniciativa. O senador Ciro Nogueira (Progressistas) também atacou o plano, defendendo que Lula negocie diretamente com o presidente Donald Trump e “deixe a ideologia de lado”.
“Lançar auxílio aos setores afetados pelo tarifaço mas continuar os ataques aos EUA e se recusar a ligar para o presidente americano é como colocar gaze em ferida aberta: ajuda, mas não resolve. O socorro era importante e vem com atraso, mas o essencial é sentar à mesa para negociar”, disse Ciro.





