O clima esquentou na política amazonense! O partido Avante, comandado no estado pelo prefeito David Almeida, decidiu iniciar o processo de expulsão do deputado estadual Wanderley Monteiro após ele assinar um pedido de abertura de CPI para investigar a Prefeitura de Manaus.
A medida, aprovada por unanimidade pela executiva estadual e municipal do Avante, pode até resultar na perda do mandato de Monteiro. O motivo alegado pela sigla? Infidelidade partidária.
A CPI quer apurar o destino de R$ 181 milhões repassados pelo Governo do Amazonas à Prefeitura para asfaltamento de ruas. O pedido teve 10 assinaturas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Nas redes sociais, o Avante justificou a decisão afirmando que busca preservar “a coerência política e o compromisso com a base eleitoral”.
A movimentação gerou forte reação nos corredores da Aleam. O presidente da Casa, Roberto Cidade (União), criticou duramente a postura do partido: “A CPI nem foi aberta e já estão acusando o golpe. É impressionante passar recibo por algo tão pequeno, expulsando um deputado por exercer seu papel.”
O autor da CPI, Delegado Péricles (PL), também saiu em defesa de Monteiro: “Não cabe expulsão. E mesmo que ocorra, ele não perde o mandato. A jurisprudência do STF e STJ é clara nesse sentido.”
Os deputados Cristiano D’Angelo (MDB) e Dan Câmara (Podemos), chegaram a pedir a retirada de suas assinaturas, mas o Delegado Péricles afirmou que o regimento não permite o recuo após o protocolo. Mesmo assim, a CPI segue com oito assinaturas, o número mínimo exigido para seguir adiante.





