Manaus | 3 de junho de 2026 | 03:14:03

Vídeo brutal, fiança paga e armas em casa: o que se sabe sobre o empresário que agrediu a mulher no elevador em DF

foto das redes sociais.

As imagens são fortes e revoltantes: um empresário do ramo de móveis agride a companheira com socos e cotoveladas dentro do elevador do prédio onde moravam, no Guará, Distrito Federal. O agressor, Cleber Lúcio Borges, de 55 anos, continua preso preventivamente, mesmo após pagar fiança de R$ 25,9 mil por posse ilegal de armas.

O caso aconteceu na madrugada do dia 1º de agosto, mas só ganhou repercussão dias depois, quando o vídeo da agressão veio à tona. Nas imagens, é possível ver o momento em que Cleber encontra a mulher no elevador e, sem qualquer diálogo, inicia uma série de golpes violentos. A vítima chega a cair no chão e tenta se proteger enquanto continua sendo espancada.

A agressão foi o desfecho de uma discussão iniciada após o casal deixar uma festa de casamento. Segundo familiares, durante o trajeto para casa, o empresário ameaçou a companheira e a mandou sair do carro, afirmando que “daria uma lição nela”. Já em casa, ela tentou buscar seus pertences e o cachorro, mas acabou surpreendida por Cleber no elevador.

Apesar dos gritos de socorro terem sido ouvidos por vizinhos, a vítima não quis registrar a denúncia naquele momento. Só no dia seguinte, após ser levada ao hospital com ferimentos visíveis no rosto e pelo corpo, a mãe da mulher foi alertada por médicos sobre sinais de violência e decidiu acionar a polícia.

Durante a operação de busca e apreensão na residência de Cleber, a polícia encontrou duas armas de fogo sem registro e mais de 500 munições de diversos calibres. Ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de armas e pagou a fiança estabelecida. No entanto, como a agressão se enquadra na Lei Maria da Penha, a prisão preventiva foi mantida.

A mulher, de 34 anos, ficou internada por cinco dias com fraturas na face e hematomas por todo o corpo. Já recebeu alta e deve seguir com acompanhamento psicológico e jurídico. Segundo a investigação, essa não foi a primeira vez que ela sofreu agressões do empresário, mas é a primeira denúncia formal registrada motivada pela intervenção da família.

O caso segue em investigação. Cleber permanece preso no Complexo Penitenciário da Papuda e pode responder por lesão corporal grave, cárcere privado e outros crimes relacionados à violência doméstica.

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