Na manhã desta quinta-feira (7), um policial militar foi baleado no pescoço durante uma ação em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Segundo informações da Polícia Militar, após ser atingido, o agente teve sua arma de fogo roubada pelo suspeito, que fugiu em seguida.
Imagens feitas por um morador mostram o momento em que o policial entra em luta corporal com o suspeito, antes de ser baleado. Após o disparo, o PM cai entre dois carros estacionados, enquanto o homem foge correndo. O policial foi socorrido consciente por um helicóptero da corporação e encaminhado ao Hospital das Clínicas, na zona oeste da capital paulista.
Este não é o primeiro episódio de violência envolvendo a PM na região. No mês passado, um sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) também foi baleado em Paraisópolis. Na ocasião, policiais teriam sido recebidos a tiros durante protestos relacionados à morte de um morador da comunidade, Igor Oliveira, de 24 anos.
A morte de Igor está sob investigação. Câmeras corporais mostraram que ele foi baleado com as mãos na cabeça, já rendido. Embora sem antecedentes criminais como adulto, o jovem possuía registros de atos infracionais na adolescência por roubo e tráfico.
Dois cabos da PM, Renato Torquato da Cruz e Robson Noguchi de Lima, do 16.º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), foram presos após o episódio. A defesa alega legítima defesa. A morte gerou forte reação entre os moradores e desencadeou protestos em Paraisópolis, com barricadas e ruas bloqueadas por objetos incendiados, o que causou o fechamento de partes das avenidas Giovanni Gronchi e Hebe Camargo.
A situação reacende o debate sobre a atuação policial em comunidades e o risco constante enfrentado por agentes e moradores.
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