Nikolas Ferreira critica prisão domiciliar de Bolsonaro e acusa Moraes de abuso de autoridade
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou, nesta segunda-feira (4), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas.
Em um vídeo publicado no instagram, o parlamentar classificou a medida como desproporcional e ironizou o motivo apontado por Moraes, o fato de Bolsonaro ter utilizado as redes sociais de terceiros, incluindo seus filhos, para divulgar conteúdos que atacavam o STF.
“Prisão domiciliar decretada de Jair Bolsonaro por Moraes. Motivo: Corrupção? Rachadinha? Desvio de bilhões? Roubou o INSS? Não. Seus filhos postaram conteúdo dele nas redes sociais. Que várzea!!”, escreveu Nikolas.
Medida foi motivada por uso indireto das redes sociais
Na decisão, Moraes alegou que Bolsonaro violou as medidas cautelares ao publicar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro” por meio das contas de seus filhos, os parlamentares Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro.
O ministro apontou que, embora o ex-presidente não tenha usado diretamente suas próprias redes, houve uma “deliberada burla das restrições”, mantendo o que chamou de “influência ativa no debate político digital”.
Com isso, Bolsonaro deverá cumprir prisão domiciliar em tempo integral, com as seguintes restrições:
Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica
Proibição de visitas, salvo familiares próximos e advogados
Recolhimento de todos os celulares do local onde estiver cumprindo a medida
Parlamentar defende sanções contra Moraes
Em outra postagem, também feita no X, Nikolas sugeriu que o ministro Alexandre de Moraes deveria sofrer sanções internacionais. “Magnitsky é pouco”, disse ele em referência à Lei Magnitsky, adotada pelos Estados Unidos para punir autoridades estrangeiras envolvidas em violações de direitos humanos.





