Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002, perdeu na primeira instância o processo movido contra o jornalista e escritor Ullisses Campbell, autor de sua biografia não autorizada, intitulada Suzane: Assassina e Manipuladora.
Na ação, Suzane alegava violação de imagem, privacidade e honra, e pedia a retirada da obra de circulação, além de indenização por danos morais. No entanto, a Justiça entendeu que o livro trata de um fato de amplo interesse público, que já foi amplamente explorado pela mídia e que a obra não extrapola os limites da liberdade de expressão e de imprensa.
O juiz responsável destacou em sua sentença que a biografia tem caráter jornalístico, se baseia em dados públicos e investigações oficiais, e que não houve deturpação intencional ou invenção de fatos.
Ullisses Campbell celebrou a decisão como uma vitória da liberdade de imprensa:
“O Judiciário reconheceu que o livro é fruto de investigação e tem relevância social. Suzane é uma figura pública pelo crime brutal que cometeu e isso não pode ser apagado.”
Suzane, que atualmente está em liberdade e busca manter a discrição sobre sua nova vida, ainda pode recorrer da decisão nas instâncias superiores.






