Em nova ofensiva internacional, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a pressionar o governo dos Estados Unidos, ligado ao ex-presidente Donald Trump, para que imponha um bloqueio completo das contas bancárias do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tanto em dólar quanto em reais.
Durante reuniões com representantes do Departamento de Estado norte-americano, Eduardo apresentou traduções de reportagens brasileiras que, segundo ele, tratam de forma restrita as sanções já impostas pelos EUA com base na Lei Magnitsky, limitando-as a transações em dólar. O parlamentar argumentou que o alcance da medida deve incluir todas as operações financeiras, mesmo dentro do sistema bancário nacional.
A proposta é que bancos brasileiros recebam ordens diretas dos EUA para bloqueio das contas de Moraes, sob risco de sanções às próprias instituições que descumprirem a determinação. A iniciativa é vista por ministros do STF como uma tentativa de interferência externa no Judiciário brasileiro.
Além disso, Eduardo Bolsonaro articula apoio de parlamentares conservadores na Europa para que países como Portugal, Itália, Alemanha e Holanda repliquem as sanções contra o magistrado.
Alexandre de Moraes foi alvo de sanções norte-americanas no final de julho, incluindo o congelamento de ativos, proibição de transações e cancelamento de visto, após ser acusado pelo governo Trump de “perseguir politicamente Jair Bolsonaro”, ex-presidente do Brasil.
O STF reagiu duramente à movimentação de Eduardo. Em nota reservada, ministros classificaram a conduta como “lesa-pátria” e alertaram para a gravidade de se buscar punições contra um juiz brasileiro junto a potências estrangeiras.
Moraes, por sua vez, mantém silêncio público, mas interlocutores indicam que ele seguirá normalmente à frente das investigações contra Bolsonaro, sem considerar as sanções como impedimento ou pressão política.








