O suspeito do ataque a tiros ocorrido na última segunda-feira (28) em um prédio comercial na Park Avenue, Manhattan, foi identificado como Shane Devon Tamura, 27 anos, natural de Las Vegas. A ação resultou na morte de pelo menos quatro pessoas — entre elas um policial — e na própria morte do atirador por suicídio .
Investigadores encontraram, no bolso de Tamura, uma nota de suicídio escrita em três páginas, na qual o autor afirmava sofrer de Encefalopatia Traumática Crônica (CTE) e responsabilizava o futebol americano e a NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) por negligência com os riscos cerebrais dos jogadores .
No bilhete, Tamura pedia explicitamente que seu cérebro fosse estudado: “Study my brain please. I’m sorry.” Ele também mencionou o ex-jogador Terry Long, diagnosticado com CTE e que cometeu suicídio, associando sua condição ao consumo de anticongelante .
As autoridades ressaltaram que Tamura possuía um histórico documentado de problemas de saúde mental, incluindo duas internações involuntárias em Nevada, em 2022 e 2024. Apesar de alegar sofrer de CTE, não há registro de diagnóstico médico confirmado nem de trauma craniano grave durante sua vida .
O ataque ocorreu no prédio que abriga escritórios da NFL e da empresa Blackstone. Tamura teria direcionado seus disparos a um policial e a civis no saguão, para depois subir de elevador e continuar atirando no 33º andar, onde se suicidou .
Uma das vítimas confirmadas foi o policial Didarul Islam, que era pai de família e estava prestes a ser promovido. Uma outra vítima fatal era executiva da Blackstone, mãe de dois filhos. Um quinto indivíduo foi atingido e permanece hospitalizado em condição crítica, mas estável .
As autoridades continuam investigando o motivo do crime, tentando entender se a nota do autor fornece pistas concretas sobre sua motivação ou se reflete uma ideação delirante. O FBI e a NYPD seguem analisando o comportamento mental previo e eventuais falhas no acompanhamento terapêutico .







