Em pleno século 21, o mundo assiste, quase em silêncio, ao avanço de uma das faces mais cruéis da guerra: a fome como instrumento de destruição. A crise humanitária na Faixa de Gaza atingiu um novo patamar de horror. Só nas últimas 24 horas, cinco pessoas morreram de fome no território, segundo dados do Ministério da Saúde da Palestina.
O número total de vítimas por desnutrição chegou a 127 mortes, sendo 85 crianças. As informações foram divulgadas pelas autoridades palestinas e reforçadas por agências humanitárias que atuam na região.
Mais de 900 mil menores de idade estão em situação de insegurança alimentar grave, com muitos já apresentando sinais de desnutrição aguda.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), caminhões com alimentos e remédios seguem impedidos de entrar na região por bloqueios israelenses, que restringem o acesso por vias terrestres. A situação levou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a alertar que a fome está sendo usada como arma de guerra, condenando a população mais vulnerável a um sofrimento lento e silencioso.
“Um número crescente de crianças está morrendo de causas que poderiam ser evitadas. Estamos diante de uma emergência total”, declarou Catherine Russell, diretora-executiva do Unicef.
A ONU e diversas ONGs internacionais estão pressionando por uma resolução política imediata, que permita o envio de ajuda e evite o agravamento de uma catástrofe já em curso.
Entenda o contexto:
- A Faixa de Gaza está sob intensos bombardeios e bloqueios desde outubro de 2023.
- Hospitais e centros de distribuição de alimentos foram destruídos ou desativados.
- Estima-se que 70 mil crianças já sofram de desnutrição clínica.
- Sem acesso a água potável, energia elétrica e serviços básicos, milhares de famílias estão vivendo à beira do colapso.
Seguimos acompanhando os desdobramentos da crise humanitária em Gaza.






