Manaus | 25 de julho de 2026 | 15:13:46

Filho mata e violenta a mãe sexualmente, abandona corpo sob viaduto e é preso: tinha cargo no governo

Um crime brutal e perturbador chocou Minas Gerais nesta sexta-feira (25). A Polícia Civil prendeu temporariamente um homem de 32 anos suspeito de assassinar e estuprar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, de 59 anos. O corpo da vítima foi encontrado em Vespasiano, na Região Metropolitana de BH, sob um viaduto. As investigações apontam que ele teria cometido o feminicídio por estrangulamento após uma discussão por motivos financeiros, tentando forjar uma cena que desviasse a atenção da autoria do crime.

A professora era educadora reconhecida e vivia com o filho no mesmo apartamento, no bairro São Cristóvão, em Belo Horizonte. De acordo com a delegada Ana Paula Rodrigues de Oliveira, responsável pelo caso no Núcleo de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito teria agido durante um surto, abalado emocionalmente por dívidas, vício em jogos on-line e envolvimento com empréstimos consignados.

Após matar a mãe, o homem utilizou o carro dela para transportar o corpo até Vespasiano, onde o abandonou sob um viaduto na tentativa de ocultar provas. Ainda não há confirmação oficial de violência sexual, mas os laudos periciais estão em andamento e podem revelar mais detalhes sobre o crime. A necropsia ainda não foi concluída.

O suspeito chegou a comparecer ao velório da mãe, chorando e carregando o caixão comportamento que comoveu amigos e familiares, mas que agora é interpretado como uma encenação macabra.

TRABALHAVA NO GOVERNO DE MINAS

O homem estava lotado na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), onde trabalhava desde 2021 na Diretoria de Prestação de Contas. Ele não era servidor efetivo, mas ocupava cargo comissionado, com salário em torno de R$ 4.500, segundo o Portal da Transparência. Diante da gravidade dos fatos, a Sedese informou que o suspeito será exonerado imediatamente.

Em nota, a pasta declarou:

“Cabe reforçar que os fatos investigados não guardam relação com a Sedese. A secretaria reafirma que não compactua com crimes, desvios de conduta ou quaisquer irregularidades eventualmente cometidas por seus servidores.”

INVESTIGAÇÃO E PRISÃO

A prisão temporária do suspeito foi decretada para garantir o avanço das investigações. Ele foi detido sem resistência e confessou o crime à polícia, afirmando ter agido sozinho. Para a família, no entanto, não revelou qualquer informação antes da prisão.

A Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão no apartamento em que ele morava com a mãe. O inquérito tem prazo inicial de 30 dias, prorrogável por igual período. A tipificação do crime inclui homicídio qualificado, feminicídio e ocultação de cadáver, podendo ser ampliada caso os laudos indiquem estupro.

O caso segue sendo tratado como prioridade pelo DHPP.

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