Manaus | 28 de julho de 2026 | 13:53:11

Calor, secas e chuvas estão deixando a comida mais cara no mundo todo, no Brasil não é diferente

senhora vendo de perto o peço alto dos alimentos. foto:gettyimages

Um estudo internacional da revista Nature, publicado ontem 21/07, revelou que as mudanças climáticas estão impactando diretamente o preço dos alimentos em todo o planeta. O motivo? O calor extremo, as secas e as chuvas intensas têm afetado colheitas e causado alta nos produtos que vão direto para a sua mesa.

No Amazonas, por exemplo, moradores já percebem a alta no preço do café, do feijão, da farinha e até de frutas que antes eram encontradas com mais facilidade. Para muitas famílias, a troca por alimentos mais baratos e menos saudáveis se tornou rotina, o que pode causar problemas de saúde a longo prazo.

O levantamento foi feito pelo Centro de Supercomputação de Barcelona e analisou os preços de alimentos entre 2017 e 2024 do mundo todo. Os dados mostram que, nos últimos dois anos, as mudanças no clima elevaram bruscamente o valor de itens básicos em diversos países.

Veja alguns exemplos:

Repolho subiu 70% na Coreia do Sul após onda de calor em agosto.

Azeite teve aumento de 50% na Europa por conta da seca em regiões produtoras como Itália e Espanha.

Arroz ficou 48% mais caro no Japão após recorde de calor.

Cacau subiu 280% em abril de 2024, afetando diretamente o preço do chocolate.

Esses aumentos refletem um fenômeno que os pesquisadores estão chamando de “climateflation” – ou seja, inflação causada pelas mudanças no clima. E esse problema já começa a ser sentido aqui no Brasil também.

“O calor forte, a chuva fora de época e os fenômenos extremos mexem com as plantações e com o transporte dos alimentos. Isso vai parar direto na feira e no supermercado”, explica a pesquisadora responsável pelo estudo, Maximillian Kotz.

O alerta é mundial

A pesquisa foi divulgada às vésperas de uma cúpula global da ONU sobre sistemas alimentares. O objetivo é buscar soluções antes que a situação se agrave ainda mais, principalmente para as populações mais vulneráveis.

Enquanto isso, o consumidor brasileiro segue enfrentando um cenário de incerteza. E cada nova frente fria ou onda de calor pode significar mais um aumento no prato do dia a dia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens