O Congresso dos Estados Unidos debate o Sanctioning Russia Act of 2025 (S. 1241), projeto de lei que determina a imposição de tarifas de até 500% sobre compras de energia (óleo, gás, urânio) feitas por países que mantenham relações comerciais com a Rússia. A iniciativa é patrocinada pelos senadores Lindsey Graham (R‑SC) e Richard Blumenthal (D‑CT), contando com apoio de mais de 80 senadores .
A proposta inclui:Tarifas primárias (diretas) sobre produtos russos; “Tarifas secundárias” para países terceiros que adquiram energia russa, a alíquota pode chegar a 500%; Possibilidade de isenções executivas (waivers) por até 180 dias, com extensão sujeita à aprovação do Congresso.
A medida é considerada uma “sledgehammer” legislativa por Graham, destinada a fragilizar a economia russa ao atacar sua principal fonte de receita, a exportação de energia. Impacto potencial para o BrasilO Brasil importa cerca de 200 mil barris por dia em petróleo russo.
Caso o projeto seja aprovado sem cláusulas de proteção, exportações brasileiras poderiam enfrentar tarifas elevadíssimas, prejudicando o setor energético e trade bilateral.
Pressão política e internacionalNos Estados Unidos, o projeto ganhou tração nos últimos dias após declarações do senador e apoio, ainda cauteloso, do ex-presidente Trump, que enfatizou “flexibilidade máxima” via isenções presidenciais . O Senado pode votar antes da pausa legislativa de agosto.
Críticas e desafiosAnalistas alertam que tarifas tão altas:
1. Podem provocar rachas diplomáticos com parceiros como China, Índia e Brasil ;
2. São difíceis de aplicar na prática, especialmente em controle sobre importações de energia;
3. Dependem de cláusulas de excepção que polarizam o apoio político .








