Em entrevista concedida ao jornal O Globo, Mariana Marins, irmã de Juliana Marins, a publicitária brasileira que faleceu em junho deste ano após cair do monte Rinjani, na Indonésia, fez duras críticas ao médico legista responsável pela autópsia. Segundo ela, o profissional “quis seus 15 minutos de fama” ao apresentar detalhes do laudo em coletiva de imprensa antes de comunicar oficialmente a família.
De acordo com o documento pericial, Juliana sofreu múltiplas fraturas no tórax, coluna, ombros e coxas, que teriam provocado hemorragia interna e levado ao óbito em até 20 minutos após o impacto mais grave. No entanto, Mariana contesta esses prazos, mencionando registros de visitantes e imagens aéreas que indicariam que a irmã teria sobrevivido por muito mais tempo. “Há relatos de que ela permaneceu consciente por horas”, afirma.
Revoltada, a família só tomou conhecimento do conteúdo completo do laudo após a veiculação na mídia. “Fomos os últimos a saber. Não houve compaixão nem sequer uma ligação para nos informar primeiro”, desabafa Mariana. Segundo ela, o choque de ver detalhes tão íntimos expostos publicamente causou enorme sofrimento.
A Prefeitura de Niterói, cidade natal de Juliana, ofereceu apoio institucional, incluindo o translado do corpo de volta ao Brasil e suporte psicológico aos parentes.
Autoridades locais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a conduta do legista. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que o Código de Ética Médico-Legista recomenda que informações confidenciais sejam comunicadas primeiramente à família, preservando o respeito e a dignidade da vítima.
Enquanto isso, a família espera que seja aberta uma apuração sobre vazamento de dados sensíveis e que os próximos passos garantam transparência e humanidade no tratamento de casos semelhantes.





