A votação do projeto que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais foi adiada para a próxima semana no Senado. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (17) pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, após pedidos de senadores por mais tempo para analisar a proposta.
O projeto é defendido pela Câmara dos Deputados, que já aprovou o texto, mas enfrenta resistência entre algumas bancadas do Senado, especialmente diante das preocupações com o aumento de gastos públicos em ano de ajuste fiscal e desconfiança da população com a classe política.
📌 Motivos do adiamento:
- Senadores alegaram necessidade de mais tempo para estudo técnico e político da proposta;
- A proximidade do feriado prolongado foi usada como justificativa para evitar votação apressada;
- A sessão do Congresso para análise de vetos atrasou os trabalhos do Senado, e a votação acabou suspensa.
Uma nova reunião está prevista para esta quarta-feira, às 9h, mas somente projetos com consenso prévio devem entrar em pauta — o que não é o caso do aumento no número de parlamentares.
⚖️ O que prevê o projeto?
A proposta redistribui as cadeiras na Câmara dos Deputados com base nos dados do Censo Demográfico de 2022, aumentando o número de parlamentares de 513 para 531. A justificativa é a readequação da representatividade populacional nos estados.
- Estados como Amazonas, Pará, Santa Catarina e Goiás ganhariam vagas;
- Já estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Piauí perderiam representação;
- O prazo para aprovação se encerra em 30 de junho, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que a nova composição valha nas eleições de 2026.
📊 Rejeição popular
Segundo pesquisa Datafolha, 76% da população brasileira é contra o aumento no número de deputados. Mesmo com o argumento de que a proposta não ampliaria os custos — apenas redistribuiria —, a rejeição reflete o desgaste da imagem do Congresso e a preocupação com o crescimento da máquina pública.





