Manaus | 4 de junho de 2026 | 10:13:56

Aliado do governo, Omar Aziz assume CPMI que vai investigar falhas no INSS

Foi instalada no Senado, nesta semana, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará irregularidades no INSS — Instituto Nacional do Seguro Social. O comando da comissão ficará a cargo do senador Omar Aziz (PSD-AM), que já presidiu a CPI da Pandemia em 2021 e retorna agora ao centro das investigações nacionais.

A nova comissão surge em meio ao aumento de reclamações de bloqueios indevidos de benefícios, empréstimos consignados feitos sem autorização e denúncias de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

“Será um trabalho intenso e minucioso. Queremos entender exatamente o que aconteceu com os rendimentos dos aposentados e responsabilizar os envolvidos”, disse Omar em entrevista ao site ÚNICO.

A expectativa é que a CPMI convoque gestores do INSS, servidores e até representantes de bancos envolvidos nas operações de crédito consignado. Também há previsão de ouvir vítimas de fraudes, dando voz a quem tem sofrido diretamente com o caos nos sistemas previdenciários.

🤔 Mas até que ponto haverá imparcialidade?

O que chama atenção, porém, é que Omar Aziz é um nome ligado à base aliada do presidente Lula. O senador tem demonstrado alinhamento político com o governo e, nos bastidores, já é cotado como pré-candidato ao Governo do Amazonas em 2026, com apoio do Planalto.

Essa ligação política levanta um ponto importante:

Como manter a isenção e o tom rígido necessário para apurar falhas que, em grande parte, recaem sobre a estrutura federal da Previdência?

A resposta está na própria trajetória de Omar. Na CPI da Pandemia, em 2021, ele conseguiu sustentar um discurso firme — mesmo sendo pressionado por aliados e adversários. Agora, o desafio se repete: mostrar que, mesmo com vínculos políticos, é possível conduzir uma investigação técnica, dura e centrada nos interesses do povo.

Para aposentados, pensionistas e segurados do INSS, o que importa é que a comissão funcione de fato — sem blindagens políticas nem manobras para desviar o foco das responsabilidades.

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