Morreu nesta segunda-feira (16), aos 78 anos, o guitarrista e violonista Hélio Delmiro, considerado um dos grandes nomes da música instrumental brasileira e referência no jazz nacional. A informação foi confirmada pela filha do músico por meio das redes sociais. Ele estava em sua casa, na capital federal.Nos últimos anos, Delmiro enfrentava problemas de saúde ligados à diabetes e às complicações renais, além de infecções recorrentes. Em 2024, chegou a passar quase dois meses internado em São Paulo. Amigos próximos e produtores culturais também relataram dificuldades financeiras enfrentadas pelo músico, o que motivou eventos beneficentes recentes em sua homenagem.
Natural do Rio de Janeiro, Hélio começou sua trajetória musical ainda na infância, tocando cavaquinho. Logo se encantou pela bossa nova e, aos 14 anos, já atuava como músico profissional. Entre os anos 1960 e 1970, integrou grupos importantes e acompanhou artistas consagrados como Elis Regina, Clara Nunes, João Bosco, Tom Jobim, Milton Nascimento e Sarah Vaughan com quem gravou o álbum “O Som Brasileiro”, em 1977.
Em 1981, lançou ao lado de César Camargo Mariano o disco “Samambaia”, uma das obras-primas da música instrumental brasileira. Outro trabalho marcante foi o álbum “Symbiosis”, com o pianista norte-americano Clare Fischer, gravado em 1999. Seu último lançamento, o disco “Certas Coisas”, com o cantor Augusto Martins, saiu em maio deste ano marcando seu retorno aos estúdios após mais de duas décadas sem gravar um projeto autoral.
A notícia de sua morte causou comoção entre músicos e admiradores, que lamentaram a perda de um artista de técnica refinada e profundo lirismo. Hélio Delmiro deixa uma obra influente que continuará a inspirar novas gerações de instrumentistas no Brasil e no mundo.





